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quinta-feira, 12 de junho de 2014

Acalanto




Profunda
 Se faz a palavra leve
Que sussurra, amena...
Sim, puro poema
Que entra, se atreve
E inunda...

Alexandre Filho

terça-feira, 10 de junho de 2014

A Luz



Há muito tenho em mim essa chama
Esse viés da poesia, esse grito
Essa forma de traduzir o que fito
Seja em amor, comédia ou drama

Nas letras, quanta viagem possível
No lirismo, porto pro amor que arde
Em drama, quando mais visível,
Em comédia, quando mais alarde

Então, fiz-me quase todo em verso
E de poesia, quase toda  a arte
Pra que me venha, de qualquer parte
A luz, conspiração do universo

Alexandre Filho

Carnaval



Movendo o corpo em frenesi
Acontece o fim
Quem sabe o início da vida...
Num doce gemido, desfalecida
Procura o descanso em mim
Nesse momento, sua melhor fantasia

Alexandre Filho

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Língua Morta




Busco a palavra perdida
Aquela que não conjuguei
Ou sequer falei
Senti apenas e calei...
Posta em versos, ela plana
Em música, declina
E em ato, é vida

Alexandre Filho

Civilização





Onde procurar amparo?
Sobreviver é também sentir só?
A cidade desenfreia
E parecemos bárbaros!
Todos inseguros
E nem os muros contém
O medo!
Órfãos de nós mesmos!

Alexandre Filho